segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Jornal Nacional: brasileiros compram gás ilegal na fronteira com a Argentina

A região fronteira do Sudoeste, foi destaque na edição de sábado do Jornal Nacional da Rede Globo. Leia a matéria: Os brasileiros estão atravessando a fronteira para comprar botijões de gás pela metade do preço na Argentina. O problema é que os botijões são enchidos em barracões clandestinos. A reportagem do "Jornal Nacional" esteve em um lugar onde três cidades são, na prática, apenas uma. Não há divisão entre Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, Barracão, no Paraná, e Irigoyen, na Argentina. Neste local, um novo produto ganhou destaque: o gás de cozinha, que, na Argentina, custa a metade do preço que é cobrado no Brasil. A todo momento, o gás é trazido do país vizinho para o Brasil. Esse comércio é muito difícil de ser controlado e extremamente comum em cidades como essas.

O problema no caso do gás argentino nem é contrabando, para o consumo próprio, mas o risco que as pessoas correm. No país vizinho, os botijões são diferentes, menores. Os brasileiros então levam os próprios botijões para recarregar. Mas, nenhuma indústria faz o trabalho legalmente. Em uma faixa de fronteira de 100 km de extensão, os botijões são recarregados clandestinamente em um barracão. Todo o trabalho é feito de forma manual. Ao lado de Irigoyen, na cidade argentina de San Antônio, o botijão argentino cheio é ligado ao botijão brasileiro por uma mangueira. Sem qualquer segurança, até oito botijões são carregados de cada vez. O cheiro de gás toma conta de todo o lugar. - Não tem perigo? - pergunta o repórter. - Não. Se estourar, estoura - responde um homem despreocupadamente. San Antônio faz divisa com a cidade brasileira de Santo Antônio do Sudoeste, onde é fácil flagrar os botijões sendo levados para o Brasil. Em uma trilha, um homem empurra um carrinho com dois botijões.

Com a ajuda de um menino de apenas 12 anos, ele cruza um pequeno córrego. Os dois sobem o barranco e já estão no Brasil, nos fundos de um casebre. Daí é só entregar o gás para o comprador brasileiro, que leva o perigo para dentro de casa. A estimativa é de que entre 30% e 40% dos incêndios que ocorrem na região sejam causados por esse comércio ilegal de gás. São botijões em estado de conservação muito precário. O dono do envase clandestino garante que nem é preciso cruzar a fronteira. O homem se orgulha de abastecer também os comércios brasileiros com botijões com lacres falsificados. - Tem como fazer o lacre, só que tu vai ter que pegar como pega o cara ali, estoque grande. Porque esse lacre aí tem que mandar fazer 20 mil, 30 mil, na máquina - diz o dono do comércio clandestino. Ele ainda ironiza o lucro que os clientes dele fazem do lado brasileiro. - Ele está tirando R$ 10 por botijão. Está lucrando mais do que os outros, que tão pegando direto da firma - diz. E não é só gás que atravessa a fronteira facilmente. Pneus, farinha e carvão também estão entrando ilegalmente no Brasil, vindos da Argentina.

O G1 publicou a seguinte matéria: Brasileiros compram gás ilegal na fronteira com a Argentina Brasileiros vão ao país vizinho para comprar gás pela metade do preço. Problema é que os botijões são enchidos em barracões clandestinos. Os brasileiros estão atravessando a fronteira para comprar botijões de gás pela metade do preço na Argentina. O problema é que os botijões são enchidos em barracões clandestinos. A reportagem do "Jornal Nacional" esteve em um lugar onde três cidades são, na prática, apenas uma. Não há divisão entre Dionísio Cerqueira (Santa Catarina), Barracão (Paraná) e Irigoyen (Argentina). Nessa fronteira tão particular, um novo produto ganhou destaque: o gás de cozinha, que, na Argentina, custa a metade do preço que é cobrado no Brasil. A todo momento, o gás é trazido do país vizinho para o Brasil. Esse comércio é muito difícil de ser controlado e extremamente comum em cidades como essas.

O problema no caso do gás nem é tanto o contrabando formiguinha, para o consumo próprio, mas o risco que as pessoas correm ao atravessar a rua para comprar botijões brasileiros na Argentina. No país vizinho, os botijões são diferentes, menores. Nenhuma indústria recarrega botijões brasileiros. Mas todo o comércio, em uma faixa de fronteira de 100 km de extensão, está cheio deles. Ao lado de Irigoyen, em San Antônio, os botijões brasileiros são recarregados clandestinamente em um barracão.

Todo o trabalho é feito de forma manual. O botijão argentino cheio é ligado ao botijão brasileiro por uma mangueira. Sem qualquer segurança, até oito botijões são carregados de cada vez. O cheiro de gás toma conta de todo o lugar. San Antônio faz divisa com a cidade brasileira de Santo Antônio do Sudoeste. No local, também é fácil flagrar os botijões sendo levados para o Brasil. Em uma trilha, a reportagem do "Jornal Nacional" encontrou um homem empurrando um carrinho com dois botijões.


ESCRITO POR IMPACTO ONLINE
18/11/2013
http://www.impactoonline.com.br/Sudoeste-em-A%C3%A7%C3%A3o/jornal-nacionalbrasileiros-compram-gas-ilegal-na-fronteira-com-a-argentina.html

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