sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Unidades de fronteira estão incluídas na expansão da Dufry

A Dufry vai ampliar sua presença no Brasil e planeja abrir 58 novas lojas até maio de 2014. Os novos investimentos permitirão que a companhia reforce a presença nos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Natal. A principal novidade será no aeroporto de Guarulhos, onde a companhia vai operar o espaço duty free do Terminal 3.

O novo espaço será composto de duas lojas de varejo de viagem em geral, uma na área de embarque e outra na área de desembarque, que serão projetadas com o conceito walk-through. Adicionalmente, a Dufry irá inaugurar o conceito de lojas francas de grife no Brasil: está planejada a abertura de 15 lojas.

Em Brasília, a Dufry irá apresentar o conceito walk-through no duty paid com a inauguração de uma megastore com área total de 1.600 m², até então inédito no país, comparável aos melhores padrões internacionais. A Dufry também trará o conceito das suas lojas de conveniência Hudson News para o país, com três lojas em Brasília e duas no Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, em Natal.

“Os novos investimentos da Dufry significam praticamente uma nova entrada no mercado brasileiro. As possibilidades que o país oferece nos próximos dois anos são imensas”, afirma o presidente da empresa, Julian Diaz. “Só em Guarulhos, contabilizando as lojas duty free e duty paid, vamos triplicar o espaço que ocupamos, passando para 15.000 m². Vamos conseguir colocar em prática no aeroporto planos que ainda não havíamos tido a oportunidade de fazer por falta de espaço”, acrescentou. Hoje o Duty Free representa 67% dos negócios e o Duty Paid tem 33%.

No Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, a companhia possui concessão para operar até 2015 , mas tem o interesse de renovar o contrato e ampliar a operação.

Na avaliação da Dufry, o mercado de brasileiro de travel retail ainda oferece uma série de oportunidades voltadas para as lojas duty paid. “Dos 190 milhões de passageiros que passam anualmente por aeroportos do país, 92% realizam viagens domésticas, o que abre grandes possibilidades para a abertura de lojas voltadas para este público”, acrescenta Diaz.

Paras as próximas lojas que serão inauguradas São Paulo (na ampliação do aeroporto de Guarulhos), Brasília, Campinas e Natal, o CEO mencionou soluções tecnológicas para tornar a hora da compra mais interativas. “Vamos colocar o personal shopper, que tornará mais atrativa a compra. Além disso, vamos dar mais ênfase aos produtos que estão em promoção”, explica.

O executivo, ao ser questionado sobre o limite de gasto em free shops, hoje estipulado em US$ 500, que passará a ser US$ 1.200, afirmou que será uma medida excelente paras as operações. Outro ponto ressaltado pelo executivo é sobre o número de novas operações. “Queremos ter 58 novas lojas no País. Atualmente temos pouco mais de 60”, concluiu.

Lojas de fronteira

A empresa também está preparando sua expansão no varejo brasileiro para além dos aeroportos. A empresa tem um plano pronto para criar lojas nas fronteiras do Brasil e também monta estratégia com a brasileira Brasif para avançar em outras áreas, como estações de ônibus e metrô - modelo com o qual opera na Europa e Estados Unidos. 

“As lojas de fronteira oferecem margens menores do que as de aeroporto, mas o volume, em geral, é maior, o que gera rentabilidade”, disse o presidente da companhia.

A Dufry acompanha a discussão no Congresso Nacional do projeto de lei que libera a abertura de lojas duty free em cidades de fronteira. De acordo com os estudos da companhia, existem cerca de 50 pontos que podem ser explorados neste sentido, levando em consideração a faixa de fronteira que vai do Rio Grande do Sul ao Acre.

As oportunidades de negócios com a Copa do Mundo também estão sendo avaliadas pela Dufry. Além de vender os produtos licenciados do evento em suas lojas, a companhia também estuda a possibilidade de explorar pontos de vendas em fan zones.

O Brasil, de acordo com Julian Diaz, é um dos principais mercados para o desenvolvimento da Dufry no mundo. Recentemente, a companhia abriu novas lojas na Grécia, Sri Lanka, Taiwan e Cazaquistão.

Profissionalização

Segundo Marcelo Calado, presidente do Conselho de Turismo e Negócios da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), além do fomento no consumo, os free shops poderão trazer profissionalização no turismo nas cidades que tem o perfil de gêmeas.

“Essas são regiões que pouco tem investimento em infra-estrutura de comércio e serviços. Com os free shops, como haverá movimentação maior de consumidores e turistas estrangeiros, elas provavelmente, receberão bons investimentos”, disse.


17/10/2013 - 20:05:08
Monitor Mercantil
http://www.monitormercantil.com.br/index.php?pagina=Noticias&Noticia=142915&Categoria=FINANCEIRO

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