terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Brasil e Argentina desejam retorno do Paraguai ao Mercosul

O Brasil e Argentina desejam o retorno do Paraguai ao Mercosul, afirmaram nesta terça-feira os ministros das Relações Exteriores dos dois países, Antonio Patriota e Héctor Timerman, respectivamente. Os dois chanceleres disseram que o possível retorno do Paraguai ao Mercosul e também à Unasul (União das Nações Sul-Americanas) foi abordado na conversa que os dois mantiveram hoje no Rio de Janeiro para discutir assuntos bilaterais, regionais e multilaterais. "Falamos do Paraguai e do possível retorno do Paraguai ao Mercosul, que tanto Argentina, como o Brasil, Uruguai e Venezuela esperam que se concretize com as eleições (para presidente, em abril) e a posse de um novo presidente (em agosto)", afirmou Timerman. Os membros do Mercosul, segundo o chanceler argentino, esperam e desejam que o Paraguai volte a ocupar seu lugar no bloco e na Unasul, organismos dos quais está suspenso desde junho de 2012 devido à destituição de Fernando Lugo da presidência em um julgamento político no Senado. Patriota, por sua parte, manifestou seu desejo de que o Paraguai possa se incorporar o mais rápido possível ao Mercosul para que participe das negociações para definir a oferta comercial que o bloco apresentará neste ano à União Europeia para um acordo de livre-comércio. "Assumimos o compromisso de intercambiar ofertas comerciais com a União Europeia até o final de 2013 e a expectativa é que até então tenham se realizado eleições democráticas e transparentes no Paraguai, e que o Paraguai tenha sido reincorporado democraticamente ao Mercosul", afirmou o chanceler brasileiro. Argentina, Brasil e Uruguai alegaram para suspender o Paraguai do bloco que o julgamento político de Lugo foi uma ruptura democrática, apesar de ser um mecanismo contemplado na Constituição do país. Quase simultaneamente à suspensão do Paraguai, a Venezuela foi incorporada no Mercosul. A adesão do país estava em suspenso há anos devido à oposição do Senado paraguaio. A decisão de suspender o Paraguai foi seguida logo depois pela Unasul. Lugo foi sucedido por seu então vice-presidente, Federico Franco, que não é candidato nas eleições de abril.


Portal R7
19/02/2013 às 18:11
http://noticias.r7.com/economia/noticias/brasil-e-argentina-desejam-retorno-do-paraguai-ao-mercosul-20130219.html

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Projeto de extensão vai capacitar agentes e gestores na região de fronteira Brasil-Paraguai


A Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais - FCBA, por meio da Pró-Reitoria de Extensão – PROEX da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), realizará o módulo 1 do projeto “Planejamento e gestão ambiental na região de fronteira”, no dia 22 fevereiro às 19h e no dia 23 de fevereiro das 8h às 17h. O objetivo do projeto é promover a formação de agentes e gestores ambientais na região de fronteira Brasil-Paraguai. As inscrições serão feitas na hora do evento, no Cine São José, no município de Bela Vista - MS.

A capacitação será dividida em três períodos de quatro horas cada um, resultando em 12h totais. A periodicidade será de um final de semana por mês durante o ano de 2013. Durante a programação estão previstas palestras interativas, relatos de experiência e mesas-redondas.


Módulos – Temas Centrais

1. Saúde Pública e Meio Ambiente- 22 e 23/fevereiro.

2. Indicadores de Qualidade Ambiental- 22 e 23/março.

3. Gestão Compartilhada de Água em áreas Fronteiriças- 26 e 27/abril.

4. Agenda 21 e Participação Social- 24 e 25/maio.

5. Áreas Naturais Protegidas e Biodiversidade- 28 e 29/junho; 26 e 27/julho.

6. Políticas Públicas para a Gestão Ambiental- 30 e 31/ agosto; 13 e 14/setembro.

7. Elaboração de Projetos- 25 e 26/Outubro; 29 e 30/ novembro.


Mais informações

Prof. Jairo Campos da FCBA/UFGD: jairogaona@ufgd.edu.br

Tel: (67) 3410-2212 ou (67) 8414-0405

Daniella S. Masso, bolsista da FCBA/UFGD: daniellasouzamasson@hotmail.com

Tel: 9950-6814

Patrícia Lima Ortelhado (GEASF): paty.ortelhado@hotmail.com

UFGD
18/02/2013
http://www.ufgd.edu.br/noticias/ufgd-realiza-projeto-201cplanejamento-e-gestao-ambiental-na-regiao-da-fronteira201d

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Brasil, Bolívia e Peru firmam parceria para combater crime organizado e tráfico de drogas


Brasília e Bogotá (Colômbia) – Na tentativa de enfrentar o crime organizado e o tráfico de drogas nas regiões de fronteira do Brasil, da Bolívia e do Peru, os governos dos três países firmaram ontem (7) acordo de cooperação mútua. A parceria estabelece ações por terra, pelo ar e pela água. A iniciativa ocorreu durante reunião de autoridades dos três países, em La Paz, capital boliviana.

O acordo prevê o controle dos espaços aéreo, terrestre e marítimo, além dos lagos e rios, assim como dos pontos de passagem de fronteira. A ideia é incluir dispositivos com troca de informações e mecanismos de inteligência, assim como treinamento específico de pessal.

Participaram das reuniões ontem, em La Paz, o ministro de governo da Bolívia, Carlos Romero, a secretária executiva do Ministério da Justiça, do Brasil, Marcia Peligrini, além dos ministros de Interior, Wilfredo Pedraza, e da Justiça e Direitos Humanos do Peru, Rivas Eda Franchini. Na ocasião, eles assinaram ato criando o Grupo de Trabalho Trilateral.
 
"Expressamos nossa profunda gratidão pelo esforço e pela vontade política demonstrados pelas delegações do Brasil, Peru e da Bolívia, em conjunto, para enfrentar o tráfico de drogas e o crime organizado transnacional", disse Romero após a reunião.

Segundo o ministro boliviano, o ato define ações integradas que visam a uma “guerra contra as drogas” a partir de medidas técnicas determinadas no “mais alto nível político dos governos dos três países”. O grupo de ação, de acordo com ele, vai preparar uma proposta para um Fundo Trilateral que reunirá recursos financeiros a serem aplicados nas ações.

O ministro do Interior do Peru, Wilfredo Pedraza, ressaltou que o crime organizado e o tráfico de drogas são fenômenos internacionais e cabe às autoridades buscar o aprimoramento de recursos para combatê-los. Marcia Peligrini destacou que o governo da presidenta Dilma Rousseff está empenhado em trabalhar em uma agenda comum contra o tráfico de drogas.

*Com informações da agência pública de notícias da Bolívia, ABI



Agência Brasil
Edição: Graça Adjuto
08/02/2013 - 8h02
Internacional
Renata Giraldi e Leandra Felipe
Repórteres da EBC
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-02-08/brasil-bolivia-e-peru-firmam-parceria-para-combater-crime-organizado-e-trafico-de-drogas

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Prefeito garante ao governo paraguaio atendimento médico a fronteiriços




"Todas as pessoas, as que moram do lado de cá e as que moram do lado de lá, terão assistência e atendimento digno em saúde por parte da Prefeitura. Não há fronteira, nem diferenças. São todos seres humanos e precisam ter sua dignidade respeitada". Foi o que afirmou o prefeito de Porto Murtinho, Heitor Miranda dos Santos (PT), ao receber uma delegação de autoridades paraguaias, liderada por Cesar Cabral, diretor de Relações Internacionais do Ministério de Saúde do Paraguai. Eles foram ao prefeito para agradecer a atenção que sua administração vem dando aos fronteiriços e, ainda, reforçar o processo de cooperação que está sendo estabelecido entre Heitor e as autoridades do país vizinho, no sentido de dar cobertura aos pacientes das localidades próximas a Porto Murtinho, como Carmelo Peralta, Vallemy e Isla Marguerita.

Além de Cesar Cabral, integraram a delegação visitante  o médico Héctor Romero, diretor regional do Alto Paraguai; Juan Carlos Coronel, diretor da Coordenacion Nacional da Saúde da Fronteira; Cristina Panajo, secretária da Junta Municipal; Anibal Gomes Meza, presidente da Junta de Saúde; Vítor Antonio Silvero Mendoza, secretário-geral municipal da cidade de Carmelo Peralta; engenheiro Fábio Gonzalez, chefe de Informática da XVII Regional Sanitária de alto Paraguai; Jorge Gracia Brizuela, representante do governador do Alto Paraguai. O pecuarista Flávio Queiroz, o secretário de Saúde, Chico Neto, e o médico Dalto, do Hospital de Porto Murtinho, também participaram da audiência.

Os visitantes aproveitaram para conhecer como funcionam hoje os postos de saúde murtinhenses e o Hospital Oscar Ramires. "Esta questão é uma das mais antigas pendências sociais e humanitárias na faixa de fronteira Brasil-Paraguai. Da nossa parte, faremos de tudo para que nossa política pública de saúde não se detenha em línguas e bandeiras para prestar assistência às pessoas, venham de onde vierem", acentuou Heitor. Ele disse que está sendo estudado um acordo amplo de cooperação para suprir a falta de estrutura de atendimento na rede de saúde das localidades paraguaias, quew ainda é bastante deficitária.



Porto Murtinho
Edson Moraes
07/02/2013 - 08h49 - Atualizado em 07/02/2013 às 08h53
http://www.belavistams.com.br/noticia/2013/02/07/prefeito-garante-ao-governo-paraguaio-atendimento-medico-a-fronteiricos

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Terceira Reunião do Núcleo Estadual de Fronteira do Pará



Ocorreu no dia 05/02/2013 (terça-feira), a Terceira Reunião do Núcleo Estadual de Fronteira do Pará. A reunião contou com a presença de representantes de órgãos estaduais e de emissários dos Municípios de Alenquer e Almeirim. Dentre as várias discussões foram definidos os 06 (seis) eixos que nortearão a elaboração do Plano de Desenvolvimento e Integração Fronteiriço do Pará - PDIF/PA.

Próximo encontro

Ficou agendado para o dia 20/02/2013 (quarta-feira), às 10h00, no Centro Integrado de Governo – CIG, a próxima reunião do Núcleo Estadual, onde deverão ser apresentadas as informações já colhidas e, sistematizadas pela coordenação do Núcleo, por meio da minuta do Plano Estadual.

Sobre o Núcleo

O Núcleo é previsto na Comissão Permanente para o Desenvolvimento e a Integração da Faixa de Fronteira (CDIF), instituída em setembro de 2010, por meio de Decreto da Presidência da República. Sua função engloba a interlocução entre os atores locais e o Governo Federal, a sistematização de demandas, análise de propostas de ações e a formulação dos Planos de Desenvolvimento e Integração Fronteiriços. O objetivo da comissão coordenada pelo Ministério da Integração Nacional é propor medidas e coordenar ações que visem o desenvolvimento de iniciativas necessárias à atuação do Governo Federal naquela região.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Evo Morales entrega maquinário para que Mutún volte a operar na fronteira


  Presidente Evo Morales, seu vice, Álvaro Linera Garcia, e ministros participaram de ato de entrega

O presidente da Bolívia, Evo Morales, e seu vice, Álvaro Garcia Linera, estiveram neste domingo (3), na cidade de Puerto Suárez, localizada na fronteira com o município brasileiro de Corumbá. O motivo da visita foi a entrega de maquinário para início das operações da siderúrgica de Mutún, uma das maiores reservas de minério do mundo.

De acordo com informações da ABI (Agência Boliviana de Informação), órgão de comunicação oficial do Governo Boliviano, Evo afirmou que a decisão de estatizar a empresa foi tomada para desenvolver a região, pois há muitos anos se confiou à inciativa privada esta tarefa que fracassou. O discurso fez referência à sociedade entre o Governo Boliviano e a empresa indiana Jindal que foi desfeita depois que a multinacional não cumpriu com os investimentos previstos no projeto.

Conforme o jornal El Deber, o presidente disse que os 36 milhões de dólares que o Governo cobrou da Jindal como garantia pelo rompimento de contrato serão investidos integralmente no projeto estatal de Mutún.

"Apenas nós fomos prejudicados e por isso decidimos que o Estado vai investir na exploração de ferro para todos os bolivianos", disse antes de conferir o funcionamento das grandes máquinas que permitirão uma produção inicial de, pelo menos, 100 mil toneladas de ferro. A projeção futura é que a produção chegue a 1 milhão de toneladas por ano.

Morales afirmou que a região, que envolve as cidades fronteiriças de Puerto Quijarro e Puerto Suárez, tem grande potencial para desenvolvimento, destacando o turismo, o comércio e a mineração, e que por isso, ela merecerá investimentos especiais por parte do Governo Boliviano.

Seguindo a linha desse discurso, ele falou que, aos poucos, vão ser adquiridas novas máquinas para a industrialização do ferro. Morales anunciou também o projeto para a construção de uma estrada até Puerto Busch com o objetivo de consolidar a exportação de ferro e outros produtos.

O vice-ministro de Mineração da Bolívia, Mario Virreyra, revelou que já foram firmados contratos para exportar 100 mil toneladas de minério, volume cinco vezes maior do que conseguiu a Jindal no período em que esteve na Bolívia. A autoridade disse também que uma empresa chinesa quer comprar 5 milhões de toneladas, produção que se deve alcançar gradualmente.

Mutún é uma das maiores reservas de manganês do mundo com 65 quilômetros de extensão e estimativa de 40 bilhões de toneladas de ferro.


Midiamax
Diário Online/NG
04/02/2013 11:00
http://www.midiamax.com/noticias/836317-evo+morales+entrega+maquinario+para+mutun+volte+operar+fronteira.html

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Fila para atravessar fronteira de MS com a Bolívia gera reclamação


Leitor registra movimento em posto da PF em Corumbá, fronteira com a Bolívia.


"Atravessar a fronteira Brasil-Bolívia por via terrestre é uma situação vexatória", esbravejou o leitor Antônio Sales, que entrou em contato com o Campo Grande News contar o que define como transtorno.

"Há uma fila descomunal para sair do Brasil e outra maior ainda para entrar no Brasil", disse, reclamando, sobretudo, da falta de organização e informações ao público que fica do lado de fora do posto da Polícia Federal.

Ele conta que ingressou no país vizinho em 3 de janeiro e, na ocasião, presenciou uma família de cinco estrangeiros, que demorou 40 minutos apenas para preencher papeis. Para o leitor, o processo poderia ser facilmente agilizado se houvesse alguma equipe para orientá-los.

Sales ainda garante que bolivianos chegam a vender seus lugares na fila. "Não há para quem denunciar porque todos os funcionários mal estão dando conta de conferir e carimbar os documentos".

Segundo ele, que também disse que sofreu com mau atendimento, a situação de espera em meio à desorganização é "desestruturante".

Ainda conforme o leitor, o cenário do lado da Bolívia também é tumultuado, no entanto, há mais funcionários para atender, um policial para fiscalizar a entrada de irregulares e distribuir papeis a serem preenchidos, informa.

Por fim, Sales sugere que a Prefeitura de Corumbá e a Polícia Militar do município atuem, por meio de convênios, para promover melhorias e organizar o processo.


Correio de Corumbá
Fonte: Campo Grande News em 02 de Fevereiro de 2013
http://www.correiodecorumba.com.br/?s=noticia&id=8507%22

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Brasil y Bolivia usarán VANTs para monitorear la frontera


Brasil utilizará VANTs para monitorear la región fronteriza

Para reforzar el programa de utilización de los vehículos aéreos no tripulados (VANTs) en el combate al tráfico en la región fronteriza, Brasil firmará un acuerdo con Bolivia para el uso compartido del equipo. El acuerdo permitirá que los VANTs de la Policía Federal sobrevuelen el espacio aéreo de Bolivia en las operaciones de combate al narcotráfico.

Con los vehículos, la policía podrá realizar imágenes aéreas e identificar las plantaciones de hoja de coca que exceden los límites permitidos por las leyes bolivianas.

El Programa VANT de la Policía Federal de Brasil fue anunciado en 2010, pero hasta hoy día se encuentra en etapa preliminar. Dos de los dos aviones adquiridos por la Policía Federal hasta el momento, uno sólo fue entregado el año pasado.


Mundogeo
Por Alexandre Scussel
16h27, 01 de Febrero de 2013
http://mundogeo.com/es/blog/2013/02/01/brasil-y-bolivia-usaran-vants-para-monitorear-la-frontera/

Funai registra migração de índios isolados do Peru para o Acre


Retirada de madeira e prospecção de petróleo no país vizinho são causas.
Entidade teme confronto com etnias brasileiras na fronteira.

 Funai (Fundação Nacional do Índio) diz ter identificando uma presença maior de índios isolados nas florestas do Acre, na fronteira do Brasil com o Peru. Além dos registros em fotografias, tribos civilizadas têm comunicado com frequência contatos visuais e vestígios dos arredios.

Segundo a Funai, parte desses índios tem migrado da Amazônia Peruana para o Acre devido à prospecção de petróleo, em andamento na região, e da retirada de madeira e da atividade ilícita do tráfico de drogas.

A situação pode se agravar, segundo Juan Scalia, coordenador-substituto da Funai em Rio Branco, porque tramita no Congresso Peruano um projeto de lei para a construção de uma estrada ligando os municípios de Puerto Esperanza e Iñapari, na fronteira com o Brasil. “Abrir uma estrada paralela com a fronteira é uma ameaça grave. A concretização de um projeto desses abre a nossa fronteira para uma série de vulnerabilidades”, alerta Scalia.

De acordo com o coordenador da Funai, a estrada deve cortar uma área de índios isolados do lado peruano. “Primeiro isso já seria um desrespeito porque não devemos forçar esses povos ao contato. Em segundo lugar, forçaria a migração para o lado brasileiro e poderia haver confronto com o povo Machineri do Alto Rio Iaco, no município de Assis Brasil. Já informamos ao Ministério das Relações Exteriores para que possa haver um diálogo sobre isso com o governo peruano”, afirma.

O povo indígena Machineri, do município de Assis Brasil, identifica com frequência vestígios de índios isolados dentro de suas terras. Segundo o líder Lucas Machineri, trata-se de um grupo de índios nômades que passou a cruzar a fronteira devido à presença de traficantes e madeireiros. “Nós encontramos os locais onde eles dormem, se alimentam e até mantemos contato visual, mas não nos aproximamos para evitar qualquer confronto. Realizamos um trabalho há mais de 12 anos para proteger esses parentes, mas eles não entendem isso porque já foram muito massacrados por traficantes, madeireiros e garimpeiros no lado peruano”, explica.
O trabalho de proteção aos isolados é feito em parceria com a Comissão Pró-Índio do Acre (CPI-Acre) e a Federação Nativa do Rio Madre de Dios (Fenamad), entidade de proteção aos índios peruanos. O grupo de trabalho já realizou vários encontros entre lideranças indígenas brasileiras e do Peru, além de representantes de organizações que apoiam a causa.

Para exemplificar a ameaça dos brancos, o líder do povo Machineri relembra um fato ocorrido em 2010. Os índios de sua etnia renderam um grupo com aproximadamente 20 traficantes peruanos dentro de suas terras. “Jogamos a droga no rio e entregamos os traficantes para a Polícia Federal. Já fizemos isso três vezes, mas sabemos o risco que corremos”, comenta.

Base da Funai abandonada

Para tratar da questão dos índios isolados no Acre, a Funai criou a Frente de Proteção Etnoambiental. Segundo a Funai, existem pelo menos quatro grupos de índios isolados no Acre. Três deles estão na Região do Alto Rio Envira, no município de Feijó (AC), onde foi instalada uma base da Funai. A base está abandonada desde agosto de 2011, quando foi cercada por traficantes.

De acordo com Lucas Viana, um dos integrantes da Frente de Proteção, o trabalho da Funai continua sendo realizado à distância. "Seria um risco o retorno à base sem nenhum tipo de segurança”, conclui.


Portal LJ
Postada em: 01/02/2013 às 15:00
Fonte: G1
http://www.lealjunior.com.br/index.php?pg=noticia&id=28883

Os desafios de patrulhar a entrada de drogas no Brasil via Rio Mamoré


Foto: Juan Forero



Como policiais brasileiros e agentes de fronteira podem atestar, a droga, muitas vezes encontra o seu caminho para o Brasil, atravessando o rio Mamoré, que separa o Estado de Rondônia da Bolívia, no coração da América do Sul.

Quando o consumo de cocaína cai nos Estados Unidos, os traficantes de drogas da América do Sul começaram um novo caminho para seu produto atravessar para o Brasil.

E a fonte da cocaína é cada vez mais a Bolívia, um país sem litoral, que faz fronteira de 2.100 quilômetros de extensão com o Brasil.
Como policiais brasileiros e agentes de fronteira podem atestar, a droga, muitas vezes encontra o seu caminho para o Brasil, atravessando o rio Mamoré, que separa o Estado de Rondônia da Bolívia, no coração da América do Sul.

Não é uma fronteira fácil de patrulhar. Muito do que na é selva ou no rio. É também uma margem grande, maior do que a linha EUA-México que tem causado tantos problemas, tanto para o governo Obama e o governo do México.

Pior ainda é que a Bolívia, juntamente com o Peru e a Colômbia, são os três maiores países produtores de cocaína. O Brasil tem 5.000 quilômetros de fronteira com eles.

Uma rota perfeita para o transporte de cocaína é o Rio Mamoré, que serpenteia o norte da Bolívia para o coração da Amazônia do Brasil. Assim dizem os policiais brasileiros que usam uma lancha para patrulhar a faixa de fronteira, o Mamoré é lento perto da cidade fronteiriça brasileira de Guajará-Mirim em Rondônia.

"Aqui nós patrulhamos na madrugada e à noite, olhando para emboscar os barcos que cruzam com as drogas", diz Alexandre Nascimento, um agente de polícia federal, que pilota o barco. "Mas é difícil e perigoso, e você tem que ter paciência."
Os agentes também dizem que tem que ter um grau de sorte, para decifrar qual dos barcos incontáveis pequenas que cruzam o rio da Bolívia está carregando drogas.

A maioria não para nos postos fronteiriços principais, mas sim encontrar o seu caminho ao longo de canais estreitos e cair fora de suas mercadorias em portos isolados.

"Há muitas portas", disse Alexandre Barbosa, outro agente federal. "A cada 100 metros ou menos, às vezes, você vê uma porta. Então você pode mover-se de um porto a outro muito rápido."

Autoridades brasileiras e das Nações Unidas contra a droga e funcionários dizem que esses pequenos barcos que fazem viagens rápidas, junto com pequenos aviões que fazem vôos de 20 minutos, estão inundando o Brasil com cocaína boliviana.
Como o Brasil cresce mais rico a cocaína e as razões.

As razões são simples: o Brasil, há muito o mundo No. 2 consumidor de cocaína, depois dos Estados Unidos, está vendo rápido aumento do consumo. E a Bolívia está respondendo à demanda, aumentando a sua produção de cocaína nos últimos anos, de acordo com a ONU e dados dos EUA.

"Você já viu uma mudança em que os traficantes de drogas estão à procura de um novo mercado, e os mercados emergentes", disse Bo Mathiasen, um oficial sênior de drogas da ONU que monitora o comércio de cocaína em todo o continente. "E assim os traficantes têm se concentrado em tentar enviar mais cocaína mais para o Brasil, para a Argentina e para o Chile."

É o Brasil, porém, que é o grande prêmio de muitos países que têm visto um aumento no uso de cocaína nos últimos anos. Brasil levantou 30 milhões de pessoas à classe média nos últimos anos. Para os traficantes, que é particularmente um mercado sedutor, Mathiasen diz.

"O Brasil está em um caminho vítima de seu próprio sucesso", diz ele. "É evidente que o sucesso econômico e do poder de compra crescente eo crescimento da economia transformou-o mais atraente também para o tráfico de drogas."

A volta para o Brasil veio como o uso de cocaína nos Estados Unidos diminuiu em cerca de dois terços nos últimos 30 anos, segundo a Organização das Nações Unidas 2012 Relatório Mundial sobre Drogas, que diz que a tendência tem sido particularmente notável desde 2006.

Enquanto isso, a Colômbia, que, historicamente, tem fornecido cocaína para os EUA, tem visto a quantidade de terra dedicada ao cultivo de drogas reduzidas pela metade desde 2001. A produção de cocaína também caiu acentuadamente.

A produção aumentou no Peru e Bolívia

Peru e Bolívia, pegou a folga, com a cocaína da Bolívia provando ser o maior desafio, de acordo com a polícia brasileira.

"Nós vemos isso como um problema de segurança e, às vezes, um problema de defesa nacional", disse Regina Miki, secretária nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça.

Governo da presidente Dilma Rousseff tem desde 2011 mudou-se para reforçar a segurança na fronteira com a implantação de milhares de tropas e atribuição de mais e melhores equipados agentes federais para a fronteira.

Há também planos para uma frota de aviões teleguiados não tripulados aéreos para patrulhar os setores mais remotos. Em uma audiência recente na capital, Brasília, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo disse que o Brasil mudou rápido e de forma agressiva.

"É impossível ter uma fronteira que é invulnerável, porque nenhum país no mundo tem isso", disse ele. "Mas nossas fronteiras são muito mais controlada do que no passado."

Porém, fora de fronteira do Brasil com a Bolívia, o rio Mamoré, fica claro como é difícil o desafio é para um grupo de 35 agentes federais designados para patrulhar apenas um setor.

Em um dia recente, fortes chuvas caíram eo Mamoré e outros rios tornou-se inchado. Enquanto isso, as canoas pequenas da Bolívia continuou chegando, carregado com provisões e malas, caixas e equipamentos.

Em sua lancha, os policiais federais correu de um lado do Mamoré para o outro, tentando decidir quais barcos para parar e pesquisa. Com o rio em alta, eles também tiveram um outro problema para se preocupar - pequenos riachos que tinham sido feitos navegável pelas chuvas constantes.

"Olha, aqui mesmo, na frente de nós, você pode ver um canal", disse Allan Oliveira, um dos agentes. "Você pode ir com os barcos pequenos traficantes usam para se esconder da polícia."


Em  Rondônia.com
31/01/2013
http://www.ariquemesonline.com.br/noticia.asp?cod=287884&codDep=34


Texto original:

As U.S. Consumes Less Cocaine, Brazil Uses More 

As cocaine consumption falls in the United States, South American drug traffickers have begun to pioneer a new soft target for their product — big and increasingly affluent Brazil.

And the source of the cocaine is increasingly Bolivia, a landlocked country that shares a 2,100-mile-long border with Brazil.

As Brazilian police officers and border agents can attest, the drug often finds its way to Brazil by crossing the Mamore River that separates the state of Rondonia from Bolivia in the heart of South America.

It is not an easy border to patrol. Much of it is porous jungle or river. It is also a big border, bigger than the U.S.-Mexico line that has caused so much trouble for both the Obama administration and Mexico's government.

Worse still is that Bolivia, along with Peru and Colombia, are the three biggest cocaine producing countries. And Brazil shares 5,000 miles of frontier with them.

A perfect route for the transport of cocaine is the Mamore River, which meanders northward from Bolivia into the heart of Brazil's Amazon. So say the Brazilian cops who use a speedboat to patrol the wide, slow-moving Mamore near the Brazilian border town of Guajara-Mirim.

"Here we patrol at dawn and at night, looking to ambush the boats that cross with drugs," says Alexandre Nascimento, a federal police agent, who piloted the boat. "But it's difficult and dangerous, and you have to have patience."

The agents also say they have to have a degree of luck, to decipher which of the countless small boats that cross the river from Bolivia is carrying drugs.

Most don't stop at the major border crossings, but rather find their way along narrow channels and drop off their goods at isolated ports.

"There are many ports," said Alexandre Barbosa, another federal agent. "Every 100 meters or sometimes less, you see a port. So you can move from one port to the other very fast."

Brazilian and U.N. counter-narcotics officials say those little boats making quick trips, along with small planes that make 20-minute flights, are flooding Brazil with Bolivian cocaine.

As Brazil Grows Richer, Cocaine Use Rises

The reasons are simple: Brazil, long the world's No. 2 consumer of cocaine after the United States, is seeing consumption rise fast. And Bolivia is responding to the demand, increasing its production of cocaine in recent years, according to U.N. and U.S. data.

"You've seen a shift where the drug traffickers are looking for a new market, new and emerging markets," said Bo Mathiasen, a senior U.N. drug official who tracks the cocaine trade across the continent. "And so the traffickers have been focusing on trying to ship more cocaine over towards Brazil, to Argentina and down to Chile."

It is Brazil, though, that is the big prize out of the many countries that have seen a spike in cocaine use in recent years. Brazil has lifted 30 million people into the middle class in recent years. For traffickers, that's particularly alluring, Mathiasen says.

"Brazil is in a way victim of its own success," he says. "Clearly the economic success and the rising purchasing power and the growth of the economy turned it more attractive also for drug trafficking."

The turn toward Brazil has come as cocaine use in the United States has fallen by an estimated two-thirds over the last 30 years, according to the United Nations 2012 World Drug Report, which says the trend has been particularly notable since 2006.

Meanwhile, Colombia, which has historically supplied cocaine to the U.S., has seen the amount of land dedicated to drug crops reduced by half since 2001. Cocaine production has also fallen steeply.

Increased Production In Peru And Bolivia

Peru and Bolivia have picked up the slack, with the cocaine from Bolivia proving to be the biggest challenge, according to Brazilian police.

"We see this as a problem of security and, at times, a problem of national defense," said Regina Miki, national secretary of public security at the Ministry of Justice.

President Dilma Rousseff's government has since 2011 moved to shore up border security by deploying thousands of troops and assigning more and better equipped federal police agents to the border.

There are also plans for a fleet of unmanned aerial drones to patrol the most remote sectors. In a recent hearing in the capital, Brasilia, Justice Minister Jose Eduardo Cardozo said Brazil moved fast and aggressively.

"It's impossible to have a border that's invulnerable, because no country in the world has that," he said. "But our frontiers are much better controlled than in the past."

But out on Brazil's frontier with Bolivia, the Mamore River, it's clear how difficult the challenge is for a group of 35 federal agents assigned to patrol just one sector.

On a recent day, heavy rains fell and the Mamore and other rivers became swollen. Meanwhile, the small dugout canoes from Bolivia kept coming, loaded with provisions and suitcases, boxes and equipment.

In their speedboat, the federal officers dashed from one side of the Mamore to the other, trying to decide which boats to stop and search. With the river running high, they also had another problem to worry about – small creeks that had been made navigable by the constant rainfall.

"Look, even here, in front of us, you can see a canal," said Allan Oliveira, one of the agents. "You can go in with the small boats traffickers use to hide from the police." [Copyright 2013 NPR]


NPR | Jan. 31, 2013 4:55 p.m.
http://www.opb.org/news/article/npr-as-us-consumes-less-cocaine-brazil-uses-more/