sexta-feira, 31 de agosto de 2012

As Fronteiras do Brasil (Globo News)



Publicado em 30/08/2012
Programa da Globo News sobre as Fronteiras do Brasil.
http://www.youtube.com/watch?v=26WnaVkpZA4



terça-feira, 28 de agosto de 2012

Secretaria de Segurança Pública assina convênio para reestruturar área de fronteiras

 A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) firmou, nesta segunda-feira, 27, convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), no valor de R$ 13 milhões, para reestruturação de unidades de segurança localizadas em área de fronteira. As unidades da Polícia Civil e Militar e Instituto Geral de Perícias receberão reformas estruturais. A assinatura do documento ocorreu durante reunião com os 11 secretários dos Estados fronteiriços em Ponta Porã (MS), convocada pelo Ministério da Justiça, para tratar de ações administrativas e operacionais inseridas no plano de Estratégia Nacional de Fronteiras (Enafron). Participaram do encontro os secretários de Segurança do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
O secretário catarinense César Augusto Grubba destacou a parceria com o governo federal que permitiu o incremento de recursos usados na reestruturação das bases de segurança em área de fronteira. Grubba também salientou que Santa Catarina foi um dos primeiros Estados a aderir ao Enafron e, à tarde, se reuniu com a secretária nacional, Regina Miki, par apresentar um diagnóstico sobre a execução dos convênios no Estado.
 Santa Catarina mantêm quatro convênios com a Senasp. Esta parceria garante recursos que somados chegam a R$ 21 milhões. “Esses valores são usados em benefício direto às unidades da Polícia Militar, delegacias da Polícia Civil e núcleos do Instituto Geral de Perícias situadas em faixa de fronteira”, explica o secretário César Grubba.
 A abertura da reunião contou com a presença do governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, e da Secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki.
Os convênios mantidos entre Senasp e Santa Catarina

 Enafron I - valor de R$ 3,4 milhões de reais para reaparelhamento e reestruturação de unidades policiais e periciais e formação de núcleos integrados de inteligência na fronteira.
Enafron II – Será assinado nesta segunda-feira, dia 27, e garante ao Estado recursos na ordem de R$ 13 milhões, para reestruturação de unidades especiais (ambiental, rodoviária) e unidades da PM, da Polícia Civil e do IGP na faixa de fronteira.
Enafron Helicóptero – Convênio no valor de R$ de 4,5 milhões. Para aquisição de um helicóptero à Polícia Civil, visando implantação de uma Base Avançada do SAER na faixa de fronteira.
Enafron Radiocomunicação – Convênio no valor de R$ 400 mil. Para estruturação de uma rede rádio integrada na faixa de fronteira. O projeto prevê aquisição de duas estações-contâiner e duas torres repetidoras, para expansão da cobertura de radiocomunicação e, futuramente, migração para a tecnologia digital na faixa de fronteira.

28/08/2012

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Ministério da Integração Nacional participa da Conferência Nacional de Fronteiras


A Conferência Nacional de Fronteiras, realizada em Foz do Iguaçu/PR nos dias 23 e 24 de agosto de 2012, reuniu as instituições que fazem parte do Plano Estratégico de Fronteiras e outros órgãos do governo, dentre eles o Ministério da Integração Nacional, órgão responsável pela coordenação da Comissão Permanente para o Desenvolvimento e a Integração da Faixa de Fronteira – CDIF. O objetivo da Conferência foi o de promover uma discussão sobre os principais programas lançados pelos órgãos de governo.



Durante estes dois dias, especialistas em segurança pública, autoridades do poder executivo e das forças armadas discutiram e avaliaram os projetos repressivos de combate às organizações criminosas; Atuação e importância da aduana na prevenção e repressão aos crimes de fronteiras; Projetos de política de pessoal; Deficiência de equipamentos; Ações de combate ao contrabando e descaminho; Ações de combate ao tráfico de pessoas, lavagem de dinheiro e cooperação jurídica internacional; Modernização dos sistemas de interceptação, sistemas de comunicação integrada e inteligência entre outros. Durante a Conferência também foram apresentadas e debatidas as ações estruturantes, operações interagências, experiências práticas e particularidades de cada projeto ligados ao controle de fronteira como as Operações Ágata, Sentinela, as prioridades no SISFRON e seus avanços tecnológicos; a ENAFRON nos seus seis eixos de trabalho; o policiamento nas áreas fronteiriças e as unidades especializadas e o desenvolvimento das faixas de fronteiras.



Em sua palestra sobre as principais dificuldades identificadas nas fronteiras do Brasil, o Coordenador de Programas Macrorregionais da Secretaria de Desenvolvimento Regional
do Ministério da Integração Nacional, Roosevelt Tomé, apresentou o processo de implementação de propostas, operacionalização de políticas públicas específicas e o trabalho de integração de ações, com capacidade produtiva, para o desenvolvimento social nas fronteiras.



Participaram ainda da conferência o brigadeiro da Aeronáutica Roberto de Medeiros Dantas; o general do Exército João Roberto de Oliveira; Alex Jorge das Neves, da Estratégia Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras, da Secretaria Nacional de Segurança Pública, além de secretários de Segurança e Justiça dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima e Rondônia.



Também estiveram presentes autoridades dos ministérios da Defesa, Justiça, Fazenda, Relações Exteriores e Meio Ambiente, Receita Federal, Batalhões de Fronteiras, forças policiais (federal, militar, civil, rodoviária federal, delegacias de fronteira e unidades especializadas



Sobre a CDIF



A Comissão Permanente para o Desenvolvimento e a Integração da Faixa de Fronteira – CDIF- é composta por 20 órgãos do Governo Federal e 08 Instituições convidadas. Esta Comissão, coordenada pelo Ministério da Integração Nacional, é um importante instrumento de gestão das políticas públicas com incidência na faixa de fronteira. Seus objetivos, dentre outros, é manter um diálogo direto e permanente entre os atores locais, executores e formuladores das políticas com os órgãos federais para a união de esforços em prol do desenvolvimento dos 588 municípios pertencentes à faixa de fronteira.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Missão técnica do Brasil e Paraguai se reúne na fronteira


Representantes do Brasil e do Paraguai voltaram a sentar à mesa para avaliar as ações executadas pelo Paraguai, após o registro de dois focos de febre aftosa, em setembro do ano passado e janeiro deste ano. Ficou acertado que no mês de outubro, que técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Governo paraguaio, bem como das regiões de fronteira com aquele país, compreendida entre os municípios de Porto Murtinho (MS) e Mundo Novo (MS), do lado brasileiro, Carmelo Peralta e Salto Del Guairá, do lado paraguaio e Salto Del Guairá Peralta, também do lado paraguaio, mas ao Norte, visitarão a região para averiguar e discutir questões específicas relativas às ações na zona de fronteira. A reunião que definiu a ida do grupo brasileiro à região ocorreu, em Brasília, nesta segunda-feira (20).

A atividade é uma sequência do acordo assinado no mês de março deste ano entre os países e que prevê ações conjuntas na área de fronteira. “A política do Governo é a de aproximação com os países vizinhos e a expectativa é de avançarmos nas ações de cooperação com o Paraguai”, ressaltou o titular da Secretaria de Defesa Animal (SDA), Enio Marques. Durante o encontro, na secretaria, foram avaliadas as ações entre os dois países desenvolvidas na região, como as supervisões conjuntas da vacinação contra a febre aftosa nas propriedades definidas previamente pelas unidades veterinárias de ambos os países, com prioridade nas propriedades de maior risco, a harmonização dos critérios para identificar as propriedades de maior risco e compartilhar a informação entre as unidades veterinárias locais.

O diretor do Departamento de Saúde Animal da SDA, Guilherme Marques, salientou as ações que o Brasil vem executando no país vizinho com o objetivo de fortalecer a prevenção. Ele ressaltou também que os dois países devem se esforçar para buscar o fortalecimento do Serviço Pecuário Oficial do Paraguai (Senacsa). Técnicos da SDA apresentaram aos representantes paraguaios o trabalho executado pelo Brasil nos estados do Nordeste e Pará com o objetivo de incluir mais 22 milhões de bovinos na atual zona livre de febre aftosa com vacinação no próximo ano.

O presidente do Senacsa, Hugo Idoyaga, destacou a importância das discussões com o Brasil e comentou que o trabalho cooperativo com o país fará com que o Paraguai avance nas questões sanitárias e comerciais. Na oportunidade, Idoyaga encaminhou oficialmente pedido de abertura do mercado brasileiro para a comercialização de carne maturada e desossada de bovinos procedente do Departamento de São Pedro, no Paraguai. O ministério mostrou-se favorável, desde que o Senacsa repasse informações adicionais ao Brasil e, posteriormente, seja feita uma auditoria in loco pelo Serviço de Inspeção e Saúde Animal do Mapa.

Fonte: Governo Federal
Postado em: 21 de agosto de 2012 .
Por Uipi
http://uipi.com.br/noticias/politica/2012/08/21/missao-tecnica-do-brasil-e-paraguai-se-reune-na-fronteira/

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

PF avança a fronteira para combater tráfico de drogas

A Polícia Federal lançou mão de uma nova tática para combater o tráfico de drogas nas fronteiras: os policiais brasileiros entram no território de outros países, como Peru e Paraguai, para destruir plantações de maconha e da folha de coca, matéria-prima da cocaína e do crack.






A estratégia surgiu após a PF identificar um problema -o de que, há cinco anos, a coca vem sendo plantada cada vez mais perto da fronteira, o que facilita a entrada no país.



Em 2008, o Brasil começou a fazer acordos de cooperação com os vizinhos para trocar informações de inteligência sobre traficantes internacionais.



No ano passado, foi fechado o acordo com o Peru tratando especificamente da entrada dos brasileiros em território peruano para a destruição de plantações e laboratórios -o contrário não está previsto.
Os acordos são acompanhados pelo Itamaraty.



Entre agentes, a tática é chamada de "nosso Plano Colômbia" -referência à ação dos EUA para combater o narcotráfico em solo colombiano.



O projeto ainda é visto com desconfiança por policiais peruanos com quem a Folha conversou. Eles não quiseram se pronunciar oficialmente, sob argumento de que ainda é cedo para prever resultados.
Nos últimos 15 dias, a PF realizou uma operação em Tabatinga (AM), batizada de Trapézio, em referência à fronteira com Peru e Colômbia.



Em solo peruano, a PF destruiu 100 hectares de plantação de folha de coca, que gerariam mais de 700 kg de droga. A planta leva ao menos dois anos para crescer de novo.
Com a ajuda de agentes peruanos, colombianos e da DEA (agência antidrogas dos EUA), os brasileiros explodiram ainda laboratórios do tráfico.




PF patrulha o rio Solimões em operação para destruir áreas de plantação coca na divisa com Peru e Colômbia (Márcio Neves/Folhapress)



A PF também tem acordo para entrar no Paraguai. A ideia é repetir a tática na Colômbia e, principalmente, na Bolívia, o que depende do aval do governo Evo Morales. Como a Folha revelou em julho, 54% da cocaína que entra no Brasil vêm da Bolívia e 38% do Peru.



"Erradicar as plantações é mais eficiente do que simplesmente apreender a carga. Esses pés estão próximos à fronteira com o Brasil, ou seja, vão abastecer o mercado brasileiro", disse o Diretor de Combate ao Crime Organizado da PF, delegado Oslain Santana.



O Brasil tem 16,8 mil km de fronteiras e só cerca de 1.400 policiais no controle. Só o limite com a Bolívia tem o tamanho da divisão entre EUA e México. Os americanos, porém, têm mais de 20.000 agentes lá.
"Não se combate crime organizado só com trabalho ostensivo. No caso do tráfico, é preciso identificar quem comete o crime", diz Santana.



PROJETO DE CONTROLE AÉREO DA FRONTEIRA ESTÁ ATRASADO



Um outro projeto da PF para as fronteiras, o uso dos Vants (aviões não tripulados), está atrasado.
Ele começou na gestão do ex-diretor Luiz Fernando Corrêa, mas só um avião está apto. Há pendências com o Tribunal de Contas da União, que considerou desproporcionais os gastos com treinamento e manutenção.



Missões em outros países envolvem riscos. Em 2011, dois agentes foram mortos durante investigação na fronteira com o Peru. O traficante peruano responsável pelas mortes foi preso.





FERNANDO MELLO
MÁRCIO NEVES
DE BRASÍLIA
20/08/2012 - 06h30

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Indígenas ajudam Exército a defender fronteira do Brasil

Pelotão Especial de Fronteira de São Joaquim é a base mais remota da Amazônia brasileira



Situado na fronteira do Brasil com a Colômbia, o Pelotão Especial de Fronteira de São Joaquim é a base militar mais remota da Amazônia brasileira. Suas trincheiras e casas vermelhas de madeira ficam separadas de uma aldeia de índios Kuripaco por uma cerca e uma pista de pouso de 1.200 metros, raramente usada pela Força Aérea.

Grande parte dos 100 militares que trabalham no pelotão é de origem indígena. Eles são o exemplo de uma tendência adotada pelo Exército brasileiro: contratar índios para defender e patrulhar a floresta amazônica.
Os indígenas atualmente representam cerca de 70% dos 1.400 militares da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, que agrupa sete bases avançadas nas fronteiras com a Colômbia e a Venezuela, além de um complexo militar na maior cidade do extremo norte do Amazonas: São Gabriel da Cachoeira, de 38 mil habitantes.

Eles são recrutados entre os cerca de 30 mil índios de 14 etnias que habitam a região do alto rio Negro.

São Joaquim, uma dessas sete bases avançadas, está situada a 326 quilômetros de São Gabriel da Cachoeira e a 90 quilômetros do vilarejo colombiano de Mitú, ambos embrenhados na floresta equatorial.

Essas distâncias ficam ainda maiores quando se leva em conta que o deslocamento na região é feito majoritariamente pelos rios, pois não há estradas e não é possível andar longas distâncias pela selva fechada.

A viagem de barco dura em média quatro dias. Ela é realizada em pequenas embarcações equipadas com motores de 40hp conhecidas como "voadeiras" - que precisam ser carregadas nas costas nos sete trechos em que o rio forma cachoeiras maiores.

O pelotão foi instalado em 1988 para defender o rio Içana, que nasce na Colômbia e deságua no rio Negro, no Brasil, funcionando como uma via de ligação fluvial - não muito utilizada - entre os dois países.
Ele não passa de uma pequena vila militar com algumas fortificações e um posto de saúde atendido por um médico, um farmacêutico e um dentista. Não há telefone, apenas estações de rádio.

Dialetos

Apesar da existência de uma pista de pouso na localidade, os voos da Força Aérea que abastecem o pelotão com equipamentos e comida não são frequentes. Por vezes, o aeródromo fica mais de um mês sem receber voos.

Isso significa que quando o clima instável da região não permite o pouso do avião, os militares que moram na base ficam sem comida. Uma solução é fazer o trajeto de barco de quatro dias.

Mas, o mais comum é o recurso a um sistema de trocas de combustível por alimentos com os cerca de 8.000 índios das 46 aldeias Kuripaco e Baniwa situadas ao longo do rio Içana.

Na hora de negociações como essa, a presença do militar indígena é fundamental, segundo o Exército.

"Às vezes a comunidade ajuda com o transporte dos materiais. Às vezes trocam coisas com o pelotão, como peixe e farinha (de mandioca) por gasolina para gerador e para as rabetas (motores de popa)", disse o soldado Edgar Alves Cardoso, de 24 anos, militar da etnia Pira-tapuya, que trabalha no pelotão e vive com a mulher, uma índia Kuripaco, na aldeia ao lado da base.

Segundo ele, em toda a região do alto rio Negro, cada aldeia fala um dialeto diferente, de acordo com a etnia de seus habitantes. Contudo, a maioria das populações ribeirinhas fala o "tukano", que funciona como uma espécie de língua comum. Os militares índios atuam então como tradutores e negociadores para seus oficiais.

Habilidades

Mas não é apenas a facilidade com os dialetos que torna os indígenas militares de alto valor para o Exército.

"O militar de origem indígena tem muita facilidade para realizar as tarefas relacionadas à vida e ao combate no interior da selva, por estar completamente integrado nesse ambiente", afirmou o general Luiz Sérgio Goulart Duarte, comandante da 2ª Brigada de Infantaria de Selva.

"São excelentes exploradores e guias; têm bastante experiência em pilotar embarcações, o que é uma característica essencial para quem navega no alto rio Negro, onde existem muitas corredeiras e bancos de areia", disse o general.

"Os indígenas conhecem os lugares por onde passar a voadeira nas cachoeiras. Sabem onde são as comunidades (indígenas), quantas pessoas moram lá, suas crenças. Têm conhecimento de plantas medicinais e podem dar amparo a qualquer ferimento que aconteça nas missões", disse o soldado Cardoso.

As técnicas indígenas de sobrevivência e combate na selva - herdadas de comunidades nativas da Amazônia e que incluem desde a obtenção de alimento a técnicas de acampamento, natação e localização- não são usadas apenas no dia-a-dia das bases militares de fronteira. Foram incorporadas pelo Exército e hoje são ensinadas nos cursos do CIGS (Centro de Instrução de Guerra na Selva).

A unidade, sediada em Manaus, forma militares de elite do Exército e se tornou referência internacional em técnicas de combate em ambiente de floresta.



Luis Kawaguti
Da BBC Brasil em São Paulo
Atualizado em  16 de agosto, 2012 - 04:36 (Brasília) 07:36 GMT
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/08/120815_militares_indios_lk.shtml

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Brasil denunciará al Perú por no atender a haitianos acampados en frontera


El gobierno del estado brasileño de Acre presentará demanda ante la Corte Interamericana de Derechos Humanos de la OEA

La desatención y abandono de 105 haitianos acampados hace cuatro meses en el lado peruano de la frontera con Brasil (en Iñapari) ha provocado que el gobierno del país vecino decida demandar al gobierno peruano.

Las autoridades del estado brasileño de Acre, según la Agencia Brasil, anunció que enviará una delegación a la OEA para efectuar esta denuncia.

Acre acusa a Perú de no dar asistencia básica a estos haitianos, quienes desean ingresar a Brasil pero son impedidos.

Según informó el secretario de Justicia de Acre, Nilson Mourao, cuatro de los pobladores haitianos están en coma por desnutrición.

Los ciudadanos isleños llegaron a nuestro país estafados con la promesa de ingresar al Brasil y trabajar allí, tras salir de su país por la crisis en que los dejó el terremoto en Haití del 2010.



El Comercio
MIÉRCOLES 15 DE AGOSTO DEL 201211:43
http://elcomercio.pe/actualidad/1456110/noticia-brasil-denunciara-al-peru-no-atender-haitianos-acampados-frontera

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Núcleo de Estudos Fronteiriços participa do Comitê de Fronteira Livramento - Rivera

Atendendo convite do Embaixador Sr. Vitor Gobato - Consulado Geral do Brasil em Rivera e do Cônsul Sr. Ricardo Duarte Vargas - Consulado do Uruguai em Santana do Livramento, a coordenação do Núcleo de Estudos Fronteiriços do Centro de Integração do Mercosul participou no último dia 8 de agosto das atividades da Reunião do Comitê de Fronteira Santana do Livramento – Rivera – Grupo de Trabalho Educação. Na oportunidade foram discutidos temas relacionados à educação naquele passo de fronteira, com o objetivo de debater propostas e alternativas a realidade fronteiriça.
Ao Núcleo de Estudos Fronteiriços coube a apresentação das atividades e ações desenvolvidas nos últimos dois anos, além dos projetos em desenvolvimento, tais como: a Série Fronteiras da Integração – conjunto de obras publicadas pelo Centro de Integração do Mercosul e Núcleo de Estudos Fronteiriços que tem como principal objetivo a publicação de dissertações/mestrado e teses/doutorado que contemplem o espaço fronteiriço; o Projeto Unidades Fronteiriças de Saúde – Rede Binacional de Saúde Brasil-Uruguai; a Escola Binacional de Conservação e Restauro – Revitalização da Usina de Cuñapiru – Rivera/Uruguai; o Projeto Observatório de Fronteira – surge da conjugação de esforços entre três Universidades Federais - UFMS (no Arco Central), UFPel (Arco Sul) e UFRR (Arco Norte) - ligado a Secretaria Executiva do MIN, tem como escopo ser um ponto de confirmação e apoio à Comissão de Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira na consolidação de instrumentos para a integração, difusão e desenvolvimento da região fronteiriça.
Segundo o professor Maurício Pinto da Silva as ações da UFPel e demais instituições brasileiras no tema integração fronteiriça ganham notabilidade em razão do exercício de forma pro-tempore do Brasil na presidência do Mercosul que vai até final do ano de 2012. O objetivo do encontro foi encaminhar projetos e ações que contribuirão nas discussões da VIII Reunião de Alto Nível da Agenda de Cooperação e Desenvolvimento Fronteiriço Brasil-Uruguai, a ser realizada em Porto Alegre nos dias 13 e 14 de setembro de 2012.
15/08/2012
http://ccs.ufpel.edu.br/wp/2012/08/15/nucleo-de-estudos-fronteiricos-do-centro-de-integracao-do-mercosul-participa-das-atividades-do-comite-de-fronteira-santana-do-livramento-rivera/

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Brasil faz Mega Operação Militar nas Fronteiras com Argentina, Uruguai e Paraguai


Exército mobilizou infantaria e blindados Urutu e Cascavel de três divisões
O governo brasileiro enviou uma força com cerca de 9 mil militares - equipados com helicópteros de combate, navios-patrulha, aviões de caça e blindados - para as fronteiras do país com o Paraguai, a Argentina e o Uruguai.
O deslocamento de tropas para a "Operação Ágata 5", começou na segunda-feira e deve durar entre 20 e 30 dias. "É uma operação de fronteira que tem por objetivo, sobretudo, a repressão à criminalidade", afirmou à BBC Brasil o ministro da Defesa, Celso Amorim.
A Marinha enviou aos rios da bacia do Prata ao menos 30 embarcações - entre elas três navios de guerra e um navio-hospital.
A Força Aérea participa da operação com esquadrões de caças F5 e Super Tucano, além de aviões-radar e veículos aéreos não-tripulados.
O Exército mobilizou infantaria e blindados Urutu e Cascavel de três divisões. As três forças usam ainda helicópteros Black Hawk e Pantera, para transporte de tropas e missões de ataque.
A operação terá ainda o apoio de 30 agências governamentais - entre elas a Polícia Federal - que elevarão o efetivo total para cerca de 10 mil homens.
Segundo o general Carlos Bolivar Goellner, comandante militar do sul, a área crítica de patrulhamento será entre as cidades de Foz do Iguaçu, no Paraná, e Corumbá, no Mato Grosso do Sul - onde ocorre a maior incidência de tráfico de drogas e contrabando.
A operação Ágata é uma determinação direta da presidente Dilma Rousseff ao Ministério da Defesa
"A ação visa reforçar a presença do Estado na fronteira com a bacia do Prata", disse Goellner. Segundo ele, as fronteiras serão fortemente guarnecidas e como consequência o tráfico de drogas e o contrabando devem ser "sufocados".
Paraguai
O governo brasileiro afirma que o ambiente entre os países da América do Sul é de cooperação na área de defesa. Apesar disso, a alta concentração de tropas nas fronteiras pode ser entendida pelos países vizinhos como um recado, segundo Samuel Alves Soares, professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e presidente da ABED (Associação Brasileira de Estudos de Defesa).
"Os países (vizinhos) podem interpretar que é uma demonstração de força. (Essa operação) tem um simbolismo, um peso, que pode ser entendido de outra maneira."
Segundo Soares, esse entendimento é especialmente possível em relação ao Paraguai, que foi isolado politicamente no mês passado após uma ação diplomática costurada pelos presidentes Dilma Rousseff, Cristina Kirchner e Jose Mujica.
Assunção foi suspensa do Mercosul após destituir o então presidente Fernando Lugo em um julgamento "relâmpago".
Segundo Soares, em alguns setores políticos paraguaios a operação Ágata 5 deverá ser entendida como uma ação típica do "imperialismo brasileiro".
Cinturão da paz
Essa possibilidade é descartada pelo ministro da Defesa. "Todos os Estados vizinhos foram previamente avisados, informados, e convidados a enviar observadores (para a operação)", afirmou Amorim durante o VI Encontro Nacional da Abed, em São Paulo, na segunda-feira.
Até agora cinco edições da operação já foram realizadas, em diversas regiões de fronteira.

Segundo ele, em operações anteriores, a Venezuela e a Colômbia até cooperaram com os brasileiros, fazendo ação semelhante de seu lado da fronteira.
De acordo com Amorim, a diplomacia brasileira criou ao longo dos anos um processo de integração regional e cooperação militar na América do Sul - com órgãos como o Conselho de Defesa Sulamericana, da Unasul - que resultou em um "cinturão da paz" em torno do Brasil.
Segundo ele, por causa disso, a maior ameaça militar contra o Brasil, em tese, é um cenário futuro no qual potências internacionais em conflito venham a se interessar por recursos brasileiros como água, energia e capacidade de produção de alimentos.
"O Brasil deve construir uma capacidade dissuasória crível que torne extremamente custosa a perspectiva de agressão ao nosso país", disse em palestra durante o evento.
Porém, Soares explica que tal estratégia assume que, mesmo com grandes investimentos no setor de Defesa, o Brasil não seria capaz de vencer um eventual conflito com uma potência militar internacional - sendo apenas capaz de fazer a empreitada menos atrativa ao adversário.
Criminalidade
A operação Ágata é uma determinação direta da presidente Dilma Rousseff ao Ministério da Defesa.
Até agora, cinco edições da operação já foram realizadas, em diversas regiões de fronteira do Brasil, desde o ano passado.
A atual ocorre semanas após o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do partido opositor PSDB, cobrar um maior policiamento nas fronteiras do país ao tentar explicar o aumento da criminalidade em seu Estado.
Nas quatro primeiras Ágatas foram apreendidas mais de 2,3 toneladas de drogas, 302 embarcações irregulares e 59 armas.
As Forças Armadas também dinamitaram quatro pistas de pouso clandestinas e fecharam oito garimpos e cinco madeireiras ilegais.
Também foram realizados 19 mil atendimentos médicos e 21 mil odontológicos para populações isoladas ou carentes.
Porém, as críticas dos habitantes das regiões atendidas é que quando a operação acaba, os criminosos voltam a agir normalmente.
A resposta do Ministério da Defesa é que devido à vasta extensão das fronteiras do país, as operações Ágata visam mais dissuadir as ações de criminosos do que combatê-las diretamente - além de levar a autoridade do Estado para áreas remotas do território.
A pasta afirma ainda que, após o fim das operações, a Polícia Federal faz ações específicas para flagrar criminosos que tentam "recuperar o prejuízo" após um mês de inatividade.
Segundo o general Goellner, quando não há operações de larga escala como a Ágata 5, é quase impossível fechar totalmente as fronteiras para a ação de criminosos. "Estamos sempre presentes na região, mas fechar a fronteira não é nossa missão principal, se olharmos só o lago de Itaipú, de Foz de Iguaçu a Guaíra, (encontrar os criminosos que cruzam entram no país em barcos pequenos) é como achar uma agulha em um palheiro, são quase 700 quilômetros de lago".
Segurança pública
Para o professor Soares, o governo brasileiro não deveria usar seus militares para fazer o papel de policiais, especialmente em ações domo as Ágatas. "É um equívoco. Não são forças para essa finalidade e perspectiva. Desse jeito, as Forças Armadas irão se transformar em uma espécie de Guarda Nacional", disse.
Para ele, usar os militares como policiais é um desperdício de recursos que poderiam ser usados na preparação e equipamento das Forças Armadas para um eventual conflito com uma nação estrangeira.
Amorim também afirmou que a segurança pública é competência dos Estados e que a função dos militares é a defesa contra "ameaças externas". Disse porém, que podem haver exceções para essa regra, "desde que limitadas no tempo e no espaço".
13/08/2012 

Operação Ágata prende apreende 11,7 mil kg de explosivos na Faixa de Fronteira


O comando da Operação Ágata, das Forças Armadas, atualizou balanço da primeira semana de atividades na faixa de fronteira de cerca de 3,9 mil quilômetros, desde o município de Chuí (Rio Grande do Sul) até a cidade de Corumbá (Mato Grosso do Sul).

Em sete dias de trabalho, militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, com apoio de oito ministérios e 25 agências reguladoras ou organismos federais, estaduais e municipais (cerca de 18.500 pessoas/dia) realizaram 98.050 inspeções,vistorias e revistas em acampamentos, carros de passeio, motos, caminhões, ônibus, barcos e aviões.

Foram apreendidos 49 veículos e cinco embarcações. A operação confiscou 6.087 quilos (kg) de drogas ilícitas, 11,7 mil kg de explosivos, 495 unidades de munição, além de R$ 40 mil em notas falsas. Dezessete pessoas foram presas.

Conforme o Ministério da Defesa, as Forças Armadas levaram para a operação aviões Super Tucano, helicópteros, radares, navios-patrulha, lanchas, blindados e armamento. O equipamento permite, por exemplo, a localização de refinarias de entorpecente e destruição de pistas clandestinas de avião.

13/08/2012

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Brasil muestra su poderío militar en la frontera


Desplegó 9000 soldados en el límite con la Argentina, Paraguay, Bolivia y Uruguay como parte de una serie de operativos contra el crimen y el narcotráfico

Soldados brasileños patrullan los ríos fronterizos con la Argentina. Foto: Ministerio de Defensa de Brasil - BBC

La denominada "Operación Ágata 5" prevé movilizar unos 9000 soldados brasileños, aviones, vehículos blindados, helicópteros de combate y lanchas de patrulla en las fronteras con Paraguay, Bolivia, Argentina y Uruguay como parte de una serie de operativos contra el crimen y el narcotráfico

Iniciado el lunes, el despliegue seguirá hasta fin de agosto según las previsiones oficiales y se suma a otras cuatro operaciones similares lanzadas previamente en la Amazonia y otros puntos fronterizos de Brasil.

"Es una operación de frontera que tiene como objetivo, sobre todo, la represión de la delincuencia", dijo a la BBC el ministro brasileño de Defensa, Celso Amorim. Sin embargo, algunos expertos creen que con estos ejercicios militares masivos Brasil envía a la vez al mundo un mensaje de mayor celo de su vasta frontera con 10 países, como garante de la estabilidad regional.

PODERÍO MILITAR

Las operaciones militares Ágata comenzaron a principio de año han ayudado a las autoridades brasileñas a incautar drogas y otras mercaderías introducidas ilegalmente al país y a destruir pistas clandestinas de aterrizajes de aviones.

Un objetivo es marcar un contraste con un pasado en que Brasil era acusado de cierta negligencia en el cuidado de sus fronteras, dijo Paulo Velasco, experto en relaciones internacionales de la Universidad Candido Mendes. "Pero hay de forma subliminal un mensaje de que Brasil está pensando mejor la cuestión de defensa y el equilibrio de fuerzas regional también", agregó en declaraciones a BBC Mundo.

Velasco descartó que esto se haga "en el sentido de dominar o amenazar a los vecinos", pero recordó que en los últimos años otros países sudamericanos invirtieron en fortalecer sus Fuerzas Armadas. "Brasil no puede quedar relegado", dijo. "Como una especie de portavoz de la estabilidad y defensor el equilibrio de la región, tiene que tener un poderío militar de acuerdo a su estrategia diplomática".

FUERZA CRECIENTE

Al tiempo que Brasil creció en los últimos años para transformarse en la sexta economía del mundo, también aumentó su presencia diplomática en el mundo y su poderío militar. El gigante sudamericano ha procurado desarrollar su industria bélica y su capacidad de disuasión, por ejemplo con la compra de submarinos franceses Scorpene y helicópteros de transporte.

La posible adquisición de 36 aviones caza de última generación, anunciada durante el gobierno de Luiz Inácio "Lula" da Silva, fue dejada en suspenso por la actual presidenta Dilma Rousseff, pero nunca desechada.

Consciente de que todo esto es visto con atención por sus vecinos, Brasil busca evitar que las operaciones Ágata sean percibidas en la región como una política amenazante o arrogante.

El gobierno de Rousseff ha enviado funcionarios a los países vecinos a explicar los objetivos de los despliegues militares fronterizos y solicitar cooperación.

Sin referirse expresamente a las operaciones Ágata, el propio Amorim sugirió esta semana que es necesario mejorar la comunicación entre su ministerio de Defensa y la diplomacia brasileña. "Podemos avanzar aún más en la creación de canales formales y fluidos de comunicación", dijo Amorim, quien encabezó la cancillería brasileña durante el gobierno de Lula.

"SON RECORDADOS"

Nelson During, un analista brasileño de asuntos militares y estrategia, dijo a BBC Mundo que aunque sean una política de "buena voluntad", las operaciones Ágata exhiben la capacidad de control, comunicación e inteligencia de Brasil. "Sutilmente usted está mostrando eso a los vecinos", apuntó During, editor portal Defesanet, en diálogo desde Porto Alegre con BBC Mundo.

A su juicio, los movimientos también envían un recado tranquilizador a miles de brasileños que se han mudado a países vecinos como Bolivia o Paraguay, adquiriendo tierras y trabajando en zonas fronterizas. Fuera de las operaciones Ágata, Brasil envió este año soldados a su frontera con Bolivia después que surgieran reportes de que militares de ese país amenazaron con expulsar a brasileños que viven allí.

A su vez, la colonia de brasileños en Paraguay, denominados "brasiguayos", cobró notoriedad política en la reciente crisis diplomática bilateral tras la destitución del presidente de ese país, Fernando Lugo. "Ágata es una operación que manda varios recados: al crimen, a otros países y también a los brasileños que están viviendo en esos países de que ellos son recordados", concluyó During..


La Nacion
Miércoles 08 de agosto de 2012 | 14:58
http://www.lanacion.com.ar/1497456-brasil-muestra-su-poderio-militar-en-la-frontera

Brasil militariza la Frontera con Paraguay,Argentina,Uruguay, en un despliegue de Fuerzas y Efectivos impresionante


Brasil militariza la Frontera con Paraguay,Argentina,Uruguay, en un despliegue de Fuerzas, el espacio aéreo  esta controlado por la fuerza aérea. cualquier vuelo no autorizado, los cazas  tiene la orden de detener y se resistir abate.

os impresionante, nuestro corresponsal relata que la concentración mayor de los militares esta en la Frontera con Paraguay, que a poco fue sancionado por la Unasur, el transito en las Rutas es lento por los intensos controles de los militares, el desligue es por tierra y aire, no tiene fecha para terminar el operativo, el Comando sur del las fuerzas armadas comunica que el operativo es para combatir el contrabando y trafico de armas, que tiene como mayor rama de fuerzas en Paraguay, el Paraguay y lo comercio sufren por la crisis del Pais. ….el Brasil no tiene dialogo con actual gobierno de facto del Paraguay….Muchos medios periodístico reportan que los movimientos militares de brasil es para marcar fuerzas en la región ja que parlamentarios del EE.UU estuvieran en la tripèce frontera en investigación a grupos Arabes…La Comunidad Arabe de la región rechaza las acusaciones del EE.UU por ser una comunidad trabajadora y ordena en la región, es una persiguecion del EE.UU con Teleobjetivos de hacer publicidades para intervenir en la región mas rica de SudAmérica…mas de 20 mil hombres y equipos pesados y aeronáutica estan en la frontera… en un mensaje claro al mundo y al EE.UU aquí el mando es Brasil.

El Ejército de Brasil dio inició este viernes a un mega operativo de seguridad  sobre la Triple Frontera, con el objetivo de frenar las actividades ilegales como el contrabando y el tráfico de droga y armas.

El general brasileño Ajax Porto Pinheiro, una de las personas responsables del operativo Ágata 2, anunció que los controles en la zona donde se encuentran desplegadas sus fuerzas serán rigurosos y que la movilización militar será una de las mayores que se haya visto en las Tres Fronteras.

El operativo , tomó por sorpresa a los habitantes de Ciudad del Este (Paraguay), Puerto Iguazú (Argentina) y Foz de Iguazú (Brasil), municipios que conforman la denominada Triple Frontera, ya que según informan los medios de prensa de esos lugares, en ningún momento se conoció ningún tipo de información respecto a los movimientos de las fuerzas militares.


Rictv Newsagency Rictvagencia Noticias.
08/08/2012 Brasil-Tripece Frontera .Foz del Iguazu. de nuestro Corresponsal región Sudamérica
http://rictvagencianoticias.wordpress.com/2012/08/08/brasil-militariza-la-frontera-con-paraguayargentinauruguay-en-un-despliegue-de-fuerzas-y-efectivos-impresionante/

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Brasil muestra su músculo militar en la frontera

Brasil desplegó miles de tropas en sus fronteras sur esta semana como parte de una serie de operativos contra el crimen, pero también para mostrar su creciente poderío militar en la región, opinan analistas.


La denominada "Operación Ágata 5" prevé movilizar unos 9.000 soldados brasileños, aviones, vehículos blindados, helicópteros de combate y lanchas de patrulla en las fronteras con Paraguay, Bolivia, Argentina y Uruguay.

Iniciado el lunes, el despliegue seguirá hasta fin de agosto según las previsiones oficiales y se suma a otras cuatro operaciones similares lanzadas previamente en la Amazonia y otros puntos fronterizos de Brasil.

"Es una operación de frontera que tiene como objetivo, sobre todo, la represión de la delincuencia", dijo a la BBC el ministro brasileño de Defensa, Celso Amorim.
Sin embargo, algunos expertos creen que con estos ejercicios militares masivos Brasil envía a la vez al mundo un mensaje de mayor celo de su vasta frontera con 10 países, como garante de la estabilidad regional.

"Poderío militar"

Iniciadas hace un año, las operaciones militares Ágata han ayudado a las autoridades brasileñas a incautar drogas y otras mercaderías introducidas ilegalmente al país y a destruir pistas clandestinas de aterrizajes de aviones.


Ágata en cifras
Las maniobras Ágata empezaron bajo la presidencia de Dilma Rousseff. Estos son algunos de los resultados de las primeras cuatro, según datos del ministerio de Defensa brasileño.
2,3 toneladas de drogas
302 embarcaciones ilegales
59 armas
4 pistas clandestinas destruidas
8 explotaciones mineras ilegales
5 empresas madereras
9.000 consultas médicas
21.000 consultas odontológicas

Un objetivo es marcar un contraste con un pasado en que Brasil era acusado de cierta negligencia en el cuidado de sus fronteras, dijo Paulo Velasco, experto en relaciones internacionales de la Universidad Candido Mendes.
"Pero hay de forma subliminal un mensaje de que Brasil está pensando mejor la cuestión de defensa y el equilibrio de fuerzas regional también", agregó en declaraciones a BBC Mundo.

Velasco descartó que esto se haga "en el sentido de dominar o amenazar a los vecinos", pero recordó que en los últimos años otros países sudamericanos invirtieron en fortalecer sus Fuerzas Armadas .

"Brasil no puede quedar relegado", dijo. "Como una especie de portavoz de la estabilidad y defensor el equilibrio de la región, tiene que tener un poderío militar de acuerdo a su estrategia diplomática".

Fuerza creciente

Al tiempo que Brasil creció en los últimos años para transformarse en la sexta economía del mundo, también aumentó su presencia diplomática en el mundo y su poderío militar.

El gigante sudamericano ha procurado desarrollar su industria bélica y su capacidad de disuasión, por ejemplo con la compra de submarinos Scorpene y helicópteros de transporte.

La posible adquisición de 36 aviones caza de última generación, anunciada durante el gobierno de Luiz Inácio "Lula" da Silva, fue dejada en suspenso por la actual presidenta Dilma Rousseff, pero nunca desechada.

Consciente de que todo esto es visto con atención por sus vecinos, Brasil busca evitar que las operaciones Ágata sean percibidas en la región como una política amenazante o arrogante.

El gobierno de Rousseff ha enviado funcionarios a los países vecinos a explicar los objetivos de los despliegues militares fronterizos y solicitar cooperación.

Sin referirse expresamente a las operaciones Ágata, el propio Amorim sugirió esta semana que es necesario mejorar la comunicación entre su ministerio de Defensa y la diplomacia brasileña.

"Podemos avanzar aún más en la creación de canales formales y fluidos de comunicación", dijo Amorim, quien encabezó la cancillería brasileña durante el gobierno de Lula.

"Son recordados"

Es la quinta edición de las operaciones militares que empezaron en 2011.

Nelson During, un analista brasileño de asuntos militares y estrategia, dijo a BBC Mundo que aunque sean una política de "buena voluntad", las operaciones Ágata exhiben la capacidad de control, comunicación e inteligencia de Brasil.

Es la quinta edición de las operaciones militares
que empezaron en 2011.
"Sutilmente usted está mostrando eso a los vecinos", apuntó During, editor portal Defesanet, en diálogo desde Porto Alegre con BBC Mundo.

A su juicio, los movimientos también envían un recado tranquilizador a miles de brasileños que se han mudado a países vecinos como Bolivia o Paraguay, adquiriendo tierras y trabajando en zonas fronterizas.

Fuera de las operaciones Ágata, Brasil envió este año soldados a su frontera con Bolivia después que surgieran reportes de que militares de ese país amenazaron con expulsar a brasileños que viven allí.

A su vez, la colonia de brasileños en Paraguay, denominados "brasiguayos", cobró notoriedad política en la reciente crisis diplomática bilateral tras la destitución del presidente de ese país, Fernando Lugo.

"(Ágata) es una operación que manda varios recados: al crimen, a otros países y también a los brasileños que están viviendo en esos países de que ellos son recordados", concluyó During.


Gerardo Lissardy
BBC Mundo, Brasil
Martes, 7 de agosto de 2012
http://www.bbc.co.uk/mundo/noticias/2012/08/120802_brasil_militar_operacion_cch.shtml

Brasil envió 10 mil soldados a la frontera con Argentina y Paraguay


Lanzó la Operación Agata 5 para combatir el narcotráfico y la delincuencia. Sus vecinos miran con recelo el contingente de hombres, que permanecerá en la zona unos 30 días
Crédito foto: Reuters


La acción del Ministerio de Defensa tiene el objetivo de fortalecer la presencia de las fuerzas armadas en la región fronteriza para reducir el crimen. Según la propia agencia de noticias de las Fuerzas Armadas, trabajarán a lo largo de la frontera que va desde Río Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná y Mato Grosso do Sul.

El objetivo es combatir los delitos en la frontera, como el contrabando, la malversación y tráfico de drogas.  "Buscamos vigilar  el espacio aéreo que se utiliza para actividades ilegales como el narcotráfico y el contrabando", aseguró el comandante de brigada José Geraldo Ferreira.

Según detalló, cubren en distintas áreas. "Estamos trabajando en tres frentes: en la acción directa contra el crimen, en el apoyo de otras agencias gubernamentales y el apoyo a las personas que viven en la región con actividades culturales y de salud".

"Es una operación transfronteriza que pretende, sobre todo, la represión de la delincuencia", le dijo a la BBC el ministro de Defensa brasileño, Celso Amorim.

Días atrás, en una entrevista exclusiva con Infobae América, Amorim  rescató las operaciones Ágata: “Los objetivos son varios: narcotráfico, contrabando, minería ilegal en la Amazonía”.

Además, afirmó que uno de los ejes principales de la defensa brasileña radica en la disuasión frente a amenazas externas. “No de la región, porque en la región hay cooperación con toda América del Sur. Peropara garantizar la paz y proteger nuestros recursos tenemos que asegurar la disuasión ante posibles amenazas externas. No se puede estar entre las siete grandes economías del mundo y pensar que nadie está interesado en sus recursos: en nuestro caso, la energía, el petróleo, la Amazonía, la biodiversidad, la capacidad de producción de alimentos, todo eso requiere de una disuasión para que no se lo ponga en riesgo”, explicó.


Infobae America
Edición Argentina
07-08-12 | POLÍTICA
http://america.infobae.com/notas/55812-Brasil-envi-10-mil-soldados-a-la-frontera-con-Argentina-y-Paraguay

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

'La defensa será una empresa colectiva en Sudamérica'


El ministro de Defensa de Brasil, Celso Amorim, recibió a Infobae América. Defendió el ingreso de Caracas al Mercosur y precisó el rol regional que deben tener las FFAA
Crédito foto: Felipe Barra/Ascom/MD

- ¿Cómo evalúa su ministerio la participación del Ejército en las favelas?

Es importante decir que eso se hace en el marco de la Constitución. Las FFAA pueden ser empleadas en situaciones en que la capacidad de seguridad de los estados esté comprometida y no sea suficiente. En el caso de las favelas de Río de Janeiro, especialmente en el Complejo Alemao, no fue una decisión del Gobierno Federal, fue un pedido del propio gobernador del estado, porque la criminalidad en Río se estaba saliendo de control y el foco principal, no el único, de donde venía esa criminalidad eran esas favelas.

La presencia de las FFAA es muy ostensible, es muy visible. Tienen un poder de disuasión muy fuerte. Nos quedamos un poco más de tiempo de lo planeado porque había necesidad de avanzar, pero hoy ya está de vuelta la Policía, como debe ser. En esas situaciones, la presencia de las FFAA tiene que ser con lugar, tiempo y objetivo limitado. Pero reitero que no es función de las FFAA desarrollar la inteligencia para combatir el narcotráfico. No nos interesa militarizar las acciones de seguridad pública. La seguridad pública es una cosa y las FFAA son otra. Es algo natural, incluso en los Juegos Olímpicos de Londres hay militares.


-  Precisamente, de cara a los Juegos Olímpicos y el Mundial de Fútbol, ¿se considera esa posibilidad?

Sí, como lo tuvimos en la Conferencia Río + 20.


- ¿Entonces no es una estrategia de Estado que las FFAA participen en seguridad, salvo en casos excepcionales?

No es una estrategia, pero sí exige una preparación porque puede ocurrir. Las favelas ha sido un caso, pero hay también situaciones como las huelgas de las policías estatales. En el inicio del año tuvimos varias, y las FFAA también fueron convocadas. Pero siempre limitadamente y saliendo tan pronto la situación se normalice.


- ¿Para que no suceda algo como lo que ocurre en México con la participación en la lucha contra el narcotráfico?

No voy a citar ejemplos de otros países.


- ¿Cuáles son los ejes de la Defensa brasileña?

Bueno, justamente volviendo al tema de las favelas, quiero decir que ésta ha sido una cuestión importante, pero sería distorsionar lo que es la Defensa brasileña poner el foco en ese aspecto. Nuestra preocupación principal es la disuasión frente a amenazas externas.

No de la región, porque en la región hay cooperación con toda América del Sur. Pero para garantizar la paz y proteger nuestros recursos tenemos que asegurar la disuasión ante posibles amenazas externas. No se puede estar entre las siete grandes economías del mundo y pensar que nadie está interesado en sus recursos: en nuestro caso, la energía, el petróleo, la Amazonía, la biodiversidad, la capacidad de producción de alimentos, todo eso requiere de una disuasión para que no se lo ponga en riesgo.

Para completar este razonamiento, creo que es necesaria más disuasión y, aunque no ahora sino a futuro, será una empresa colectiva de América del Sur.


- ¿Cuáles son las acciones principales de Brasil para proteger sus recursos?

Estamos desarrollando un submarino de propulsión nuclear, eso va a ser un gran cambio para nuestra Marina. Brasil tiene una muy extensa costa, casi 8 mil kilómetros, y una faja muy grande de recursos en la plataforma continental. Eso requiere de una presencia muy grande. A futuro, quizá tendremos amenazas de piratería.

El submarino es un ejemplo, pero también en otras áreas estamos tratando de equiparnos adecuadamente para tener una buena disuasión. Reitero que a largo plazo -no digo mañana o pasado porque estas cosas llevan tiempo- Sudamérica tiene que pensar en coordinar la disuasión hacia fuera.


- En ese sentido, ¿cuáles cree que son las amenazas que deberían llevar a Sudamérica a defenderse en conjunto?

Brasil no tiene enemigos, entonces no es que sea éste o aquel país o esta situación específica, pero en un mundo en el cual la energía es un bien escaso, en el que la búsqueda por alimentos y por el agua va a ser cada vez más grande -por hablar de algunos de los recursos que tenemos-, yo creo que tenemos que estar cuidando de ellos adecuadamente.
Yo no puedo decir de dónde vendrán las amenazas, pero para que no vengan tenemos que estar bien defendidos. Es como una persona que pone una cerradura fuerte, no sabe quien representa una amenaza pero sabe lo que tiene que cuidar.


- Con Colombia se firmó un acuerdo para integrar las industrias bélicas. ¿Hay posibilidades de sumar a los otros países?

Se trata de aumentar la cooperación entre las industrias de Defensa y, para dar el ejemplo, Brasil decidió comprar cuatro lanchas colombianas, que son muy buenas. En vez de buscarlas en los EEUU o en Europa o en China, si hay un país de la región que tiene una buena producción, lo compramos. Y podemos hacerlo con otros países.

Hay otros ejemplos de cooperación industrial en Defensa, como por ejemplo el avión de carga y de transporte de tropas que se está haciendo para reemplazar los viejos Hércules, donde participa la Argentina y otros países. Hay interés de Chile y Colombia también.


- ¿Le preocupa a Brasil la cooperación en defensa entre Rusia y Venezuela?

No, no creo que tenga ningún objetivo agresivo en relación con Brasil ni a la región, pero de una manera general nos gustaría que los países de la región cooperasen más entre sí. Pero eso podría aplicarse a otros países, usted me podría haber preguntado por la relación entre Colombia y Estados Unidos. Brasil también tiene cooperación con Francia, que esta participando en los submarinos. Entonces prefiero hablar de una manera más general, sin singularizar.

No creo que haya motivos para preocupación, como tampoco hay hoy, por la manera en que las cosas evolucionaron, preocupación por la cooperación entre Colombia y EEUU. ¿Por qué? Porque hoy tenemos el Consejo de Defensa Sudamericano en el cual hay un gran esfuerzo de creación de confianza y son discutidas estas cuestiones de manera muy franca. Entonces, no hay una preocupación específica con eso.

De una manera más general cuanto más cooperemos entre nosotros, cuanto menos necesitemos de cooperación externa, sobre todo si involucra una presencia física, mejor. Pero que compren sus cazas aquí o allá, eso no nos importa.


- ¿Cómo evalúa la cooperación regional en materia de lucha contra el narcotráfico?

Hay que dejar en claro que no es la misión primordial de las FFAA la lucha contra el narcotráfico sino la defensa contra amenazas externas. Puede ser que el narcotráfico sea una amenaza pero el rol de combatirlo y de tener una estrategia para ello es de otros órganos. Pero, por nuestra presencia en la frontera y el mar también tenemos una función, por ejemplo, las operaciones Ágata que hicimos en la frontera.

Los objetivos son varios: narcotráfico, contrabando, minería ilegal en la Amazonía. No es que no vamos a tener participación en casos de narcotráfico si identificamos un delito, pero sería una distorsión poner las FFAA en esa lucha directamente. Pasó en otros países y los resultados no son los mejores.


- ¿Es real que hay una presencia de células terroristas en la Triple Frontera?

No, no creo. Eso se basa sobre todo en el prejuicio en relación con la población de origen árabe. Brasil, como tiene 10 millones de personas de origen árabe, si fuéramos a tener prejuicios con ellos.... incluso el vicepresidente es de origen árabe. También en la Argentina hay mucha población de origen árabe.

Lo que sé -porque acompañé ese tema como canciller- es que muchas veces, incluso cuando estaba en vigencia el mecanismo 3+1, EEUU nos decía ´hay lavado de dinero, hay terroristas´... Nunca se comprobó.


- Incluso se habló de presencia de Hezbollah o de grupos iraníes…

Es una cosa más compleja. Hay una discusión entre algunos países. Israel quiere que Europa reconozca como grupo terrorista a Hezbollah. Pero Hezbollah es parte de la organización política de El Líbano. No voy a entrar en esa discusión, pero no es lo mismo hablar de Hezbollah o de Hamas que, guste o no, son organizaciones políticas, establecidas legítimamente, que de organizaciones terroristas. Tampoco sé que haya habido relación específica con terroristas, pero es una organización política y social legal en su país.


- La inestabilidad política en Paraguay ¿podría generar problemas ahí o en otras zonas de la frontera que comparten?

No, no veo eso. La cuestión de Paraguay y la forma en que el presidente Fernando Lugo fue destituido tiene que ver con la superestructura política. Económicamente continuamos teniendo una relación normal y también en lo que atañe a la defensa y la seguridad.


- Apenas se concretó la destitución de Lugo, se habló de la posible instalación de una base militar estadounidense en Mariscal Estigarribia.

El propio canciller del actual gobierno lo desmintió. Entonces yo no creo que eso pase y vuelvo a decir: eso sería totalmente… mejor que no diga nada, porque si ellos mismos lo desmintieron no lo irán a hacer (risas).


- ¿Cómo cree que se puede resolver la situación de Paraguay en el Mercosur y en la Unasur?

Es muy difícil prever lo que va a pasar, creo que no me cabe a mí como ministro de Defensa decir cuáles son las condiciones que tienen que ser atendidas para que se vuelva a una normalidad. Pero va a depender de los gestos que se hagan en relación a la próxima elección. No voy a dar sugerencias, pero es posible que la cosa se encamine bien siempre que se pueda tener un gobierno de manera totalmente legítima.


- ¿Qué opinión tiene del ingreso de Venezuela? -algo por lo que usted trabajó mucho. ¿Cree que puede ser algo negativo por cómo se dio el ingreso?

El ingreso de Venezuela es muy positivo para todos, incluso cuando Paraguay vuelva, va a ser muy positivo para Paraguay por varios motivos: un mercado muy importante, un gran productor de energía que puede suministrar a precios más convenientes que los internacionales, es un país con potencial de participación en el FOCEM (Fondo de Convergencia Estructural del Mercosur).

Puede parecer paradójico que diga esto, pero es bueno que haya más equilibrio en la región. Brasil y Argentina tienen un peso totalmente determinante en el Mercosur. El ingreso de Venezuela va a hacer eso un poco más equilibrado. No sé los porcentuales actuales, pero creo que Brasil suministra el 70% del FOCEM. Eso no es bueno, es mejor para todos que esté más distribuido. Además esto sigue la visión del Mercosur como verdaderamente debe ser, no como el mercado común del Cono Sur sino con vocación para toda América del Sur. Dificultades va a haber, no puede haber solamente cosas fáciles.


- Las duras críticas al Mercosur, formuladas tanto desde sectores ubicados más a la derecha del espectro político, caso del gobierno de Federico Franco, como más a la izquierda, caso de sectores en Uruguay, ¿ponen en riesgo la profundización de la integración?

El problema no es que sean de izquierda o derecha. El problema de Paraguay es específico. Pero nosotros tenemos relaciones con todos los gobiernos si quieren tener cooperación con nosotros, como ocurre con los gobiernos de Chile o Colombia, que podría ser llamados de centro derecha.

Desafortunadamente, es difícil tenerlos como socios plenos del Mercosur, en este momento histórico por lo menos, pero no porque sean de derecha o izquierda. Lo que es una dificultad son los acuerdos de libre comercio con países de afuera de la región, pero pese a eso tenemos una relación económica muy fuerte. Brasil siempre hizo hincapié en que no fuera sólo una cosa retórica.

Ahora hablamos del acuerdo con Venezuela, claro que es importante lo del Arancel Externo Común o cuestiones de aduana, pero en términos de liberación comercial no es tan distinto de lo que habíamos acordado conla ComunidadAndina, que sirvió de base parala Unasur.

Que Chile, Colombia o Perú no tuvieran esos acuerdos y estuvieran totalmente volcados a la integración con el Mercosur, desde mi punto de vista sí sería positivo. Pero no es el caso, podemos hacer sólo lo posible.



Infobae America
Edición Argentina
31-07-12
http://america.infobae.com/notas/55412-La-defensa-ser-una-empresa-colectiva-en-Sudamrica